terça-feira, 27 de Outubro de 2009

Sentir os sabores de Portugal

Genilda Lameu da Costa





Sentir os sabores de Portugal


Este material baseia-se em torno da alimentação e seus sabores manifestando dessa forma as particularidades culturais de um país e das suas regiões, tornando possível compreender as singularidades de um país e das suas regiões tornando possível compreender a sua história, cultura e geografia.
O cheiro que trás a recordação, um paladar que nos activa a memória dos momentos de prazer e alegria tornando assim uma mistura entre as sensações olfativas e o paladar de determinados alimentos, molhos, queijo, etc.
Apreciar e partilhar os alimentos, seus ingredientes e mesmo a forma de os confeccionar e a altura e os momentos que se come varia por factores diversos e um exemplo os calendários agrícola e religioso
O Minho e suas romarias, seus rios que contribuem para sua riqueza ( o Minho, Ave, Lima e Cavado) , a construção da diversidade com produtos variados como os olivais, milho trazido das Américas e trouxe uma reviravolta na alimentação minhota assim como a batata que veio do outro lado do Atlântico.
Este volume procura cruzar rotas e histórias levando ao prazer da cozinha tipicamente portuguesa, e ás raízes culturais de determinadas receitas. E o facto de estar estruturado por regiões apresenta o contexto geográfico e cultural para depois detalhar o roteiro dos sabores.
Pratos típicos e doçaria a maior parte saídos das cozinhas conventuais embora possua alguma dieta alimentar da maioria da população que acabou por criar devido a escassez uma culinária simples mas deliciosa.
O caldo verde é a sopa minhota por excelência e que acabou por se tornar nacional, peixes como a lampreia e moluscos que são apanhados nas marés baixas no litoral esta nos costumes das povoações do litoral fazem parte do desse roteiro do sabor, o porco que propicia os sarrabulhos uma espécie de guisado ligado com sangue, o arroz que é utilizado de mil e uma maneiras e fazem-se os famosos arrozes de lampreia, arroz de berbichos e o arroz de pato.
Os doces são um verdadeiro altar barroco, dourados e açucarados com leite de creme, arroz doce, pudim de ovos.
Eça de Queirós elogiava o arroz doce enfeitado com canela em pó que veio com os descobrimentos.
A gastronomia e a literatura também estão ligados devido aos autores portugueses que retratam ambientes ligados a gastronomia de diferentes regiões.

Sinopse

A Tradição Conventual da Doçaria de Lisboa

“Quando se fala hoje em doçaria, nas suas origens e espécies, são inevitáveis as referências à tradição conventual. E tanto assim é que os menus dos restaurantes não dispensam (ou até abusam) de nomes que aludem a essa proveniência. Os conventos foram – não há dúvida – os grandes responsáveis pela difusão de receitas (ou de nomes) que circulam no nosso quotidiano. Dever-se-á, contudo, alertar que os conventos (sobretudo os femininos) não eram os únicos locais onde se faziam doces, também os palácios assim como artífices (primeiro) e profissionais (depois) os fizeram ao longo dos séculos. As interacções entre estas proveniências foram sendo cada vez mais íntimas, resultando numa doçaria em que se torna difícil definir fronteiras. Se o nome do doce ou do bolo é claramente de origem conventual, as técnicas e os ingredientes não o são, em todo o caso”. Mas, se desejamos encontrar o factor predominante na doçaria que Lisboa possui, actualmente, este será de origem conventual, até porque os conventos eram, por natureza, os locais onde as tradições se manteriam mais salvaguardadas”.
“No imaginário gastronómico português – onde a gula esteve e está no centro (mesmo quando reprimida e condenada) – os doces simbolizam os momentos culminantes das manifestações, das festas” (bolo de aniversário e bolo de noiva por exemplo). ”E, como expressão de um povo, pode-se assegurar que os doces contribuem também para a identidade regional ou nacional e para a manutenção de hábitos e tradições que caracterizam as regiões”.
“Lisboa é, desde há muito tempo, uma urbe de doces, onde os seus habitantes os recriavam, vendiam e consumiam, o que mereceu, em diferentes épocas, referências elogiosas e abonatórias”.
“A doçaria conventual está intimamente ligada à história da utilização do açúcar, face às possibilidades de produzir várias caldas” que se conservavam em qualidade e com facilidade. A comercialização do açúcar generaliza-se a partir do século XVI em Portugal (ao contrário de outros países, em que esta só se verifica no século XVII), o que permitiu o desenvolvimento de uma doçaria muito própria na capital. Antes de o açúcar nos ter chegado a bordo das caravelas, o que deu um grande impulso à doçaria, usava-se profusamente o mel, que havia em grande quantidade. “Os doces que então se produziam eram fundamentalmente feitos com mel e açúcar, mas o açúcar começava a predominar sobre o uso do mel”.
No século XVIII, e apesar das leis contra ela, que já vinham desde D. Manuel I, “a doçaria tornara-se o espelho da opulência e da riqueza, expressando o sentido de consumismo que se extrapolava para muito além dos conventos, criando no imaginário dos lisboetas a ideia de que aquilo lá dentro seria solene e paradisíaco. Os doces conventuais, ou assim classificados, faziam crescer gulas suplementares e desejos insuspeitados, muitos deles em resultado das luxúrias que a maledicência popular alimentava”. Este panorama só mudou, no início do século XIX, com a abolição das ordens religiosas, o fim do “antigo regime” e o início da industrialização e do modo de produção capitalista. As lojas de bolos deram lugar às confeitarias. Os botequins, os restaurantes e os hotéis passaram a fazer parte da geografia da cidade-capital, tornando-se ponto de convívio para literatos, políticos e poetas. Livres também na sua criatividade e abertas à influência de oficiais vindos de outros países, dá-se um aprofundamento da tradição conventual e a melhoria das receitas existentes.
A Confeitaria Nacional, na Nova Praça da Figueira, inaugura-se em 1829, e mesmo no Bairro Alto abrem lojas que fabricam e comercializam bolos como, entre outros, o pastel de nata.

‘Caça Miúda – Gestão Cinegética – Apontamentos'

Processos de caça
Desde cedo que o Homem se tornou omnívoro e por isso, cedo surgiu a necessidade de caçar animais que viviam na mesma zona. As técnicas utilizadas foram ao longo dos séculos melhoradas, e transmitidas às gerações seguintes. Mas, com o evoluir da cultura e do modo de viver em sociedade, esta prática deixou de ser apenas um modo de subsistência, para passar a ser uma forma de lazer e divertimento.
Actualmente, esta modalidade passou mesmo a ser considerada uma forma de turismo. Os praticantes não caçam nos matos ao redor da sua residência (como acontecia antigamente) mas deslocam-se para zonas de caça onde podem permanecer por mais de um dia, e dedicar-se à vontade ao seu desporto favorito.
No livro ‘Caça Miúda – Gestão Cinegética – Apontamentos’, António Cascales Rosado dedica um largo sub capítulo à explicação dos diversos processos de caça. Desses, os mais importantes são:
· Caça com pau: esta modalidade já quase não é utilizada devido à generalização da arma de fogo. Pressupunha o aprofundado conhecimento da vida quotidiana do coelho e do meio que o envolve.
· Caça com arma de fogo
o Caça de salto: é a modalidade em que, geralmente com a ajuda de cães de parar, o(s) caçador(es) se deslocam para procurar, perseguir ou matar a caça. Pode ser praticada por pequenos grupos de caçadores, ou por um indivíduo isolado. Na caça de salto sozinho, persegue-se geralmente a perdiz, a codorniz, a galinhola, a lebre e o coelho, ou outras espécies permitidas que passem ao alcance do caçador. Quando o caçador se faz acompanhar pelos seus companheiros, as regras de segurança devem ser cumpridas com maior empenho. Normalmente, em locais de planície, os grupos caçam em linha perdizes, lebres, ou coelhos, tendo sempre em atenção a posição dos companheiros e dos cães, para apenas “chumbar” a peça q se pretende.
o Caça de batida: normalmente só é praticada em lugares onde a densidade populacional de determinada espécie é demasiado alta, e onde se fizeram estudos a comprovar essa mesma densidade. Batedores com a ajuda de cães enxotam a caça para os sítios pré-estabelecidos onde os caçadores esperam imóveis que a caça apareça.
o Caça à espera: o caçador aguarda imóvel e o mais escondido possível que a caça surja nas imediações do esconderijo. Esta espera pode ser em locais de passagem para o alimento ou dormida, com a ajuda de negaças, ou de furão (actualmente esta prática é ilegal)
· Caça a corricão: consiste em fazer levantar a lebre e persegui-la com 2 galgos, até que ela os vença sã e salva e o caçador lhe possa atirar, ou até que eles a vençam e a matem.
· Caça de altanaria, cetraria ou falcoaria; Caça com arco e Caça com besta: são modalidades já muito antigas, que devem ser preservadas enquanto património cultural. No entanto, são práticas que exigem muito tempo, paciência e dinheiro. Daí apenas existirem raros praticantes de todas estas modalidades.
· Caça fotográfica: esta é a caça mais inofensiva de todas. Pressupõe a perseguição e/ou espera às espécies cinegéticas (e não só) com o único objectivo de as fotografar. Para além de ser igualmente uma forma de ostentar troféus (que não estão mortos), é um modo de mais tarde mostrar espécies que poderão já estar em extinção, com é o exemplo do lince ibérico, ou outros.

segunda-feira, 26 de Outubro de 2009

Sinopse - "Do Vinho ao Turismo: Novos apelos ao Mundo Rural" de Ana Isabel Inácio

Esta dissertação aborda alguns temas inerentes ao Turismo, desde as origens à Idade Moderna, passando pelo Grand Tour e abordadando temas cruciais como a mobilidade. A autora aborda também a sociedade e questões a ela pertinentes para explicitar o Turismo e o desnvolvimento deste.
O capítulo que escolhi já se insere dentro do Enoturismo, capítulo dois, e que é caso de estudo da autora.
Aqui, a abordagem é puramente histórica, falando das origens da produção de vinho e de como a relação do Homem com este é milenar e muitas vezes se confunde, pois a actividade rural, a cultura da vinha e a consequente produção de vinho assentam numa relação entre o Homem e a Natureza, que se perde no tempo e na história. “A cultura da vinha está tão intimamente ligada à existência de certos povos e é tal a influência que exerce no desenvolvimento económico, demográfico e cultural dos mesmos que é possível falar-se de uma civilização da vinha” (Amaral).
A apropriação do espaço é outra das questões. A autora afirma que esta se iniciou através da agricultura, que foi a forma de subsistência que o homem encontrou na altura como resposta às suas necessidades (sociais, comunitárias e individuais). Com esta veio a alteração da paisagem que passou de virgem e intocada para humanizada e agrícola.
Vinho. Considerado um hábito cultural milenar enraízado na cultura europeia, mas especialmente da mediterrânica, através das trocas comerciais que se faziam, aproximando povos e culturas.
Historicamente, supõe-se que surgiu na Geórgia, pois foi aqui que se encontraram, numa escavação arquológica, as primeiras grainhas, datadas entre 7000 e 5000 a.c. E será então onde, provavelmente se produziu vinho pela primeira vez.
Para além da relação com o homem, a autora refere a reação do vinho com o mito, sendo que era considerado sagrado, divino, “o néctar dos deuses”. Estava intimamente ligado com o culto das divindades.
Após esta pequena introdução a autora fala-nos dos seus significados e do seu desenvolvimento ao longo dos séculos, desde a Antiguidade Clássica, onde o se dá o início a uma maior produção, até à Idade Moderna.
Tal como muitas outras actividades e produtos, também o vinho era reservado às elites, para as suas épocas festivas e para a celebrações divinas e pagãs. Este servia como canal, meio de chegar aos deuses, tendo um papel de destaque e que hoje em dia o inda tem em muitas religiões (como a cristã).
No Egipto o Vinho era atribuído ao deus Osíris, deus da vida para além da morte e responsável pela vida vegetal. Representava o suor de Rá, deus do Sol e as lágrimas de Hórus, filho de Osíris e Ísis, deusa da terra.
O vinho era de consumo reservado e limitado, tendo como principais aplicações as oferendas aos deuses, aos mortos, em que lhes era colocada uma vasilha de vinho no túmulo para ajudar na passagem e servia também para fazer libações. Resumindo, o vinho era utilizado em ocasiões e pessoas especiais e isso é visível em pinturas encontradas da época, onde são representadas também as técnicas e as fases da produção do vinho.
Foi no Mar Egeu, que se deram as primeiras plantações de vinha e oliveira em grande número. Estas tinham uma forte capacidade de adaptação a terrenos pobres e pedregosos, revelando-se uma forma complementar da alimentação normal de cereais. Deu-se então início a sociedades mais desenvolvidas, pois estas plantações permitiram o aumento das reservas alimentares existentes, aumentando assim a população. Com este aumento da população iniciou-se o processo de complexificação do sistema social e o aparecimento de uma estrutura administartiva elaborada. Este é um período de prosperidade e crescimento social e económico progressivo.
Foi nesta época também que se iniciaram trocas comerciais com maior intensidade, proporcionando também um intercâmbio maior entre povos. Tucidides afirma “os povos da bacia do Mediterrâneo só suplantaram o seu estado de barbárie quando começaram a cultivar a oliveira e a vinha [...] quanto melhor ele [vinho] for, mais procurado é, e mais fomenta o seu comércio”. Existem ainda algumas referências feitas ao vinho, como é o exemplo da Íliada de Homero, ou o uso deste em terapias de Hipócrates.
Também aqui, como no Egipto, o vinho era reservado às elites. Os gregos, por sua vez não bebiam o vinho puro. Misturavam-lhe água, muitas vezes especiarias e ervas aromáticas, para fazer render o produto e para diminuir a sua “força”.
Socialmente, o vinho era muito importante, pois era bebido em conjunto e entre os homens, normalmente em reuniões e discussões que se faziam apó o jantar. Como é perceptivel, novamente a referência ao uso reservado do vinho.
Também nesta época o vinho é considerado sagrado. Dionísio era o seu Deus. O vinho estava presente não só nesta celebração, como em todas as celebrações a outros deuses, sendo esta uma relação diferente.
Após o declínio da cultura grega, surgiu a romana, que adoptou muitos custumes gregos, como o do culto a Dionísio, mas alterando o seu nome para Baco. Este era o deus do Vinho e do além túmulo, a quem eram atribuídos poderes de assegurar a todos a vida para além da vida.
Segundo consta foi o culto a Baco que terá influenciado os fundamentos do cristianismo. Tal como os seguidores de Dionísio e Cristo, também os seguidores de Baco foram perseguidos no início, mais tarde tolerados e finalmente aceites, à semelhança dos cristãos. Após a adopção do cristianismo, por Constantino, no séc IV, o culto cristão e o de Baco confundiam-se, tanto nas representações e simbologia, como nas cerimónias e atributos. Também no cristianismo se garantia a vida para além da vida.
Foi durante as Três Guerras Púnicas (264 e 146 a.c.) que os romanos se começaram a interessar pelo cultivo da vinha. Em meados de 200 a.c., a segurança, a prosperidade e a riqueza que se faziam sentir, alteraram os hábitos deste povo.Roma atraía gente de todo o lado e todos os seus “cidadãos” tinham o mesmo padrão e estilo de vida.
Foi no ano em que abriu a primeira padaria em Roma (171 a.c.) que comerciantes utilizavam a agricultura como meio de troca, sendo a vinha a mais rendível. É por isso que o vinho, o azeite e o pão ainda hoje constituem a base da alimentação mediterrânica, tendo sido os motores para a sua prosperidade e para o seu incremento nas trocas comerciais entre eles. Sendo que, estes hábitos alimentares desempenharam um papel simbólico fundamental da distinção social dos povos.
Ainda hoje muitos dos conhecimentos e técnicas de plantação são originários da forma como os romanos plantavam as vinhas.
À semlhança dos gregos, também os romanos misturavam água (essencialmente do mar), especiarias e outros. Galeno, médico pessoal de Marco Aurélio, teve grande importância, pois foi uma das melhores fontes literárias sobre o vinho, como cultivavam, classificavam, guardavam e envelheciam, através da sua obra Antidotis.
É a partir daqui que se podem observar algumas referências ao Enoturismo, pois iniciaram-se as actividades lúdicas às vinhas, através de visitas, por parte das classes mais favorecidas e ociosas, que se deslocavam para fora da polis para este locais, onde passavam algumas temporadas em festa e onde convidavam os seus amigos a participarem.
Após a completa instituição do Cristianismo, o vinho foi simbolizado como o sangue de Cristo, a partir da Última Ceia, vivendo aqui o vinho o momento mais alto da sua história, tendo sido esta associação a responsável pelo bem-estar das vinhas ao longo dos séculos e até aos dias de hoje.
MEDEIROS, Carlos; CAVACO, Carminda (2008) - Termalismo de Saúde e Bem-estar, Capítulo III "Termalismo em Portugal: ciclos de vida que se repetem e se renovam!" ; Universidade Católica Portuguesa; Lisboa

Sinopse do capítulo


Turismo de saúde e bem-estar identifica-se em Portugal em grande parte com termalismo.
O termalismo no mundo ocidental conta com uma história longa e desigual, que nos remete pelo menos à época romana: culto do banho para a prevenção, recuperação da saúde física e mental e também espaço-tempo de lazer, prazer e vida social.Vizela, Chaves ou cabeço de Vide foram algumas das águas usadas pelos romanos. A decadência do império romano arrastou a das termas e desaparece o luxo e o prazer a elas associado (moral cristã). Na Idade Média junto aos balneários de algumas termas são criados albergues e hospitais para necessitados.Esta iniciativa inserida numa perspectiva de caridade é retomado em 1892, já numa fase de afirmação das termas como destino turístico.
Em 1762 surge o 1º inventário de águas minerais (29 termas), usadas sem aconselhamento médico prévio: Destacam-se nessa época Caldas da Rainha e S. Pedro do Sul.
Nos finais do séc. XIX as termas afirmaram-se como lugares de vida mundana para a realeza, nobres, artistas literatos, políticos etc…São lugares de prazer, jogo e ostentação em que os aquistas se misturam com gente rica e ociosa.
É verdade que o termalismo em Portugal ganha fôlego nos finais do séc. XVIII com outras bases científicas e novos balneários mas com desenvolvimento lento.
A viragem do séc. XIX para o séc. XX marca o início da época de ouro das termas portuguesas: há a busca não de curas milagrosas mas a procura de lazer e divertimento: ostentação é a palavra-chave. Surge agora, um turismo em busca de estadias que rompam com o quotidiano, a busca de novos lugares cuidados e seguros com jardins, parques e lagos, um turismo de saúde centrado no lazer complementado com cuidados termais.
A crise do termalismo português é adiada ao longo dos anos 40 pela procura de refugiados de guerra, porque as estâncias concentravam grande oferta hoteleira.
O afluxo de turistas europeus surge nos anos 60 agora com motivações turísticas mas centradas nas praias (Estoril e Algarve). Com a decadência do termalismo aristocrático e burguês, as termas viram a sua clientela confinada a estratos sociais mais baixos nacionais sendo diminuta a presença de estrangeiros, exceptuando alguns espanhóis. Na segunda metade do séc. XX, pouco eram os estrangeiros que eram mais atraídos pelo golfe, como em Vidago. É grande a degradação dos equipamentos e infra-estruturas.
Em 1988 clarifica-se o conceito de estância termal e novos financiamentos surgem no quadro do SIFIT e do PITER.
No PENT, o termalismo ganha nova visibilidade com a criação da Comissão Nacional do Termalismo em 1989, sendo aprovada a indicação terapêutica das estâncias termais e em 1994 o reconhecimento de utilidade turística.
Em 1997 o Programa de Acções de Intervenção Estruturante no Turismo reconhece a necessidade de reabilitação do parque termal e em 2006 o PENT, considera o turismo de saúde e bem-estar um dos dez produtos estratégicos para 2006-2015.
A afirmação de novos direitos sociais de saúde e bem-estar com o regime democrático impulsionou o termalismo social a partir de 1976 o INATEL passa a ter um papel fundamental para as populações socialmente mais desfavorecidas inspirado da FNAT, que em 1935 promovera colónias de férias termais. O INATEL centra-se no turismo sénior, um segmento de mercado emergente.
São ténues as fronteiras entre termalismo terapêutico e turismo termal. O turismo termal valoriza além da terapia balnear, veraneio, actividades de lazer, predominando essas vertentes sobre a curativa. O turismo de saúde valoriza a vertente terapêutica de recuperação, incluindo cuidados anti-stress, a obesidade e a melhoria do estado físico e psíquico.
Nas estâncias termais portuguesas persiste ainda o dualismo funcional – estâncias de terapia balnear e como estâncias de lazer.
Na hotelaria das estâncias termais faz-se sentir o peso do touring (valores baixos de dormidas-2 noites) surgindo como lazer alternativo, associado ao conceito de natureza e ao património menos conhecido.
No fundo é necessário criar uma imagem mais turística que termal captando públicos mais jovens e de melhor nível social, atentos a cuidados de saúde e bem-estar e portadores de valores turísticos mais ecológicos, rurais e étnicos.
De um modo geral as estâncias termais portuguesas desactualizaram-se face à procura turística, nacional e internacional, devido á procura de sol e praia.
Nestes últimos anos tem-se verificado um forte investimento na modernização dos estabelecimentos e equipamentos termais registando-se aumento significativo da frequência termal.
O reconhecimento do efeito termal a nível nacional e internacional passa pela renovação e credibilizar as terapias numa base científica, apostar na prevenção, fase às doenças civilizacionais, desenvolvendo e promovendo novas ofertas próprias de SPA termais.
O desenvolvimento sustentável das estâncias passa cada vez mais pela junção de curas tradicionais e programas de bem-estar.
Reinventar práticas termais com novos programas de bem-estar atractivas para as elites e classes médias urbanas, permitirão diversificar renovar a clientela assim como a consolidação de novos destinais de turismo.
Desta forma turismo de saúde e bem-estar será uma componente de oferta de produtos turísticos locais e regionais.
Afinal poderá ser o regresso modernizado em que o corpo e a mente procuram o bem-estar e em que a água surge como um elemento de atracção importante mas não único.

Sinopse

Livro: Lazer – da libertação do tempo à conquista das práticas
Capítulo: Wine in Portuguese Tourism and Leisure (pp. 227-245)
(texto apresentado ao II Internacional Colloquim in Tourism and Leisure, Chiang Mai, Tailândia)
Autor: Norberto Pinto dos Santos, Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.


O autor inicia o artigo sobre o tema do vinho, fazendo referência a um artigo do jornal Expresso e aludindo para o facto de o turismo português ser um turismo de qualidade.
O vinho é referido como um produto de excelência em Portugal, o qual está repleto de tradição. Segundo o autor, o turismo ligado a este tipo de produtos tradicionais tem ganho expressão no mundo do lazer e do entretenimento, o que leva a implicações nos mercados locais, conduzindo à criação de novos postos de trabalho e ao desenvolvimento local e regional da terra. No caso do vinho há um conjunto de actividades que ajudam à promoção do vinho como uma razão para visitar o país (rotas do vinho, quintas, visita a vinhas, produção de vinho, provas de vinhos, visita a museus, entre muitas outras).
O autor faz o enquadramento temporal e espacial do vinho em Portugal, mencionando o povo celta como descobridores do vinho; o povo romano como o povo que trouxe novas castas e novos métodos de produção de vinho para a Península Ibérica; referindo o vinho como produto integrante dos rituais da Igreja Católica e como bebida comum na sociedade medieval; fazendo referência ao Tratado de Methuen ou Tratado dos Panos e Vinhos, assinado por Portugal e Inglaterra; aludindo para o facto de o Marquês de Pombal ter sido o grande promotor do vinho em Portugal; fazendo referência ao surgimento das denominações de origem (actualmente 23) no século XX e das mais variadas instituições relacionadas com o Vinho e a Vinha em Portugal.
Posteriormente, é referida a criação do conceito de vinhos regionais e da sua importância na preservação e distinção dos vinhos portugueses de qualidade, referindo-se ainda aos vinhos VQPRD e aos vinhos de mesa. Seguidamente o autor faz menção às diferentes zonas de produção de vinhos em Portugal e a algumas características dessas regiões vinícolas, por vezes por meio de mapas, e decretando a sua ligação ao turismo.
O autor faz ainda referência à importância do sector Gastronomia e Vinho (um dos produtos turísticos mencionados pelo PENT) na economia do turismo.
Seguidamente, o autor foca o sector do Enoturismo, aferindo que o mesmo ajuda a realçar a identidade de uma região, promovendo-a, levando ao o seu desenvolvimento. O autor alude ainda para o facto de os locais de enoturismo receberem turistas com propósitos muito específicos como conhecer os lugares, o seu património e as suas utilidades. É ainda referido o perfil do turista que procura o sector “Gastronomia e Vinho” como sendo do sexo masculino, com idade compreendida entre os 35 e os 60 anos, de classe alta, portador de boa cultura geral, com preferência por hotéis de 3, 4 e 5 estrelas ou turismo rural, pernoitando no local entre 3 a 7 noites.
Para rematar o artigo, o autor fala das rotas do vinho, descrevendo-as, analisando o impacto das mesmas na economia e, enquanto parte integrante do sector do Turismo, o que contribuem para o desenvolvimento de um determinado local em vários pontos do globo. O autor descreve ainda as várias rotas existentes em Portugal, nomeadamente no que diz respeito a itinerários, visitas e concelhos e a instituições envolvidos.

sexta-feira, 23 de Outubro de 2009

Turismo de Nicho: território, culturas e sustentabilidade

Website:http://www.ceg.ul.pt/territur

Universidade de Coimbra: Intervenção para classificação como Património da Humanidade vai transfigurar cidade - pró-reitor António Filipe Pimentel

2009-01-20
Coimbra, 20 Jan (Lusa) - O pró-reitor da Universidade de Coimbra (UC) António Filipe Pimentel afirmou hoje que a intervenção prevista no âmbito da candidatura da cidade a Património da Humanidade representará "uma transfiguração global".
"Em cinco anos, contamos com uma transfiguração global da cidade", afirmou hoje o historiador de arte, coordenador da equipa que está a preparar a candidatura da Universidade de Coimbra a Património Mundial da UNESCO.
O projecto vai implicar "uma transformação fundamental a nível da requalificação do casco histórico" de Coimbra, com acções de reabilitação global e intervenções contemporâneas, assinalou.
"Do ponto de vista da preparação, a candidatura está na fase terminal. Contamos ter a primeira parte do dossier científico concluída até ao final do mês de Março", disse ainda António Filipe Pimentel.
De acordo com este pró-reitor da UC, estão já feitas as candidaturas ao Quadro de Referência Estratégico Nacional "para se poder avançar com as infrastruturas" no que diz respeito a novas construções.
A intervenção abrange a zona da Universidade de Coimbra, na Alta da cidade, e, na baixa, o complexo de Santa Cruz e da Rua da Sofia, além da envolvente a estas duas áreas.
"O governo tem sido progressivamente atento e está solidário, mas tenho dúvidas de que tenha compreendido o valor estratégico da candidatura", considerou António Filipe Pimentel em declarações à agência Lusa.
Ao sublinhar que a Universidade de Coimbra constitui "um dos grandes interfaces da afirmação de Portugal no mundo", o pró-reitor referiu que "não há ainda consciência da importância estratégica da cultura e do património na afirmação externa" do país.
O vereador da Cultura da Câmara de Coimbra, Mário Nunes, evocou hoje o "papel pioneiro" neste processo do Grupo de Arqueologia e Arte do Centro ao realizar, em 1987, o primeiro de dois encontros dedicados à Alta de Coimbra, no qual foi feito "um levantamento exaustivo" do seu património material e imaterial, "abrangendo todo o seu valor histórico, social, cultural, jurídico, religioso".
"A candidatura a Património da Humanidade é de capital importância para a afirmação de Coimbra e para a consolidação de uma cidade com dois mil anos de história", realçou Mário Nunes.
O autarca espera "um impacto muito significativo" do projecto no desenvolvimento de Coimbra, nomeadamente em termos do turismo, em virtude da projecção mundial que lhe conferirá.
Com o Alto Patrocínio do Presidente da República, decorre em 18 de Abril em Coimbra o congresso "O Património como Oportunidade e Desígnio Nacional", em que será apresentada a candidatura da UC a classificação como Património da Humanidade.


Comentario:
He escogido este artículo porque creo que está muy relacionado con mi tema de estudio "El Turismo Cultural en las áreas de Penacova - Coimbra - Montemor O-Velho" y creo que es muy interesante conocer que se esta gestionando la candidatura de la Universidad de Coimbra como Patrimonio Mundial de la Unesco.
Es conocido por todos los beneficios que un reconocimiento así proporcionaría a Coimbra pues transcendería su fama a un nivel internacional y generaría una concienciación externa de la importancia de la cultura y tradición que existe en Coimbra (siendo una ciudad con dos mil años de historia ), lo cual le aportaría un mayor turismo y sobretodo un desarrollo económico y social muy favorable, además de la transformación, conservación y mejora del casco histórico de Coimbra, resultaría según mi opinión un impacto muy positivo en el turismo y sociedad de Coimbra y en su entorno.
Así que suerte!

terça-feira, 20 de Outubro de 2009

Eleições Autárquicas PS quer criar espaços de diversão nocturna na frente ribeirinha de Oeiras 01.10.2009 - 12h24 Lusa

In Público - ultimahora.publico.clix.pt

O candidato socialista à Câmara de Oeiras, Marcos Perestrello, quer criar espaços de diversão nocturna na frente ribeirinha e um serviço de autocarros durante a noite.

Marcos Perestrello divulgou a sua proposta durante uma acção de campanha na noite de ontem com a Juventude Socialista, para “mostrar que em Oeiras não há espaços de diversão” e que os jovens “têm de ir para Cascais ou Lisboa”. “Uma das coisas que faltam no concelho são espaços de diversão nocturna”, justificou.


O candidato do PS avançou que pretende criar zonas de animação na frente ribeirinha do concelho, em espaços como o terraplano de Algés ou nas Fontainhas (perto da Praia de Paço de Arcos”.


Marcos Perestrello defendeu ainda a “transição para a esfera municipal dos terrenos que estão sobre a administração da Administração de Portos de Lisboa”, como o terraplano de Algés, de modo a “mantê-los fora da especulação imobiliária e abri-los à população, criando espaços verdes, de lazer, cultura e desporto”.


Questionado sobre que tipos de espaços seriam criados, respondeu que “este é um conceito, e que os projectos e pormenores têm de ser arquitecturados”.


O candidato salvaguardou, no entanto, que as zonas seriam construídas “longe dos núcleos urbanos, para não causar perturbação do sossego”.


Para que os jovens se divirtam “dentro do concelho”, para “atrair mais visitantes” mas, também, “criar um facto de sossego aos pais”, o candidato socialista propôs a criação de uma carreira de autocarros nocturnos, o Combus, autocarro do concelho lançado pela autarquia com preços reduzidos para a população carenciada.

Avançando que ainda têm de ser feitos os “estudos de viabilidade económica das zonas e que tipo de espaço se pretende, se docas ou marinas”, Marcos Perestrello disse que mesmo a actual Marina de Oeiras, onde existem alguns bares, “tem de ser potencializada”.


A candidatura do PS defende ainda que a frente ribeirinha de Oeiras seja “toda ela pedonável e ciclável”.

Comentário:

Tal como na minha área de estudo, Oeiras está em falta com uma das secções do lazer que mais frequentemente tem adeptos. Tendo em conta que a população portuguesa está a ficar envelhecida e numa tentativa de evitar o êxodo dos jovens para os grandes centros urbanos, é, de facto, necessário proporcionar-lhes o ambiente certo, com novidade e variedade!

Neste artigo, destaco a proposta de implementação de horários nocturnos de circulação de transportes urbanos, pois, como é do conhecimento geral, à noite a criminalidade, a violência e a insegurança aumentam, sendo, portanto, preponderante encontrar mecanismos que invertam essa situação.

Penso que, tendo em conta o tema do meu trabalho, a questão da (in)segurança na noite é um ponto muito importante a focar.

sexta-feira, 16 de Outubro de 2009

Aldeia histórica de Castelo Rodrigo e o Turismo


Aldeia atrai mais de 50 mil turistas por ano

2009-06-28
EDUARDO PINTO

A Aldeia Histórica de Castelo Rodrigo tem registado uma procura anual de cerca de 50 mil visitantes. Mas estes são apenas os registados no posto de turismo. A Câmara Municipal estima que sejam mais do dobro.
Esta pequena povoação, localizada no concelho de Figueira de Castelo Rodrigo, tem vindo a ser cada vez mais procurada, sobretudo por quem aprecia património histórico edificado, com os portugueses à cabeça. Não obstante, também por ali vão espanhóis, ingleses e franceses.
Os que passam no posto de turismo que a autarquia ali instalou e deixam o seu registo no livro de visitas rondam os 50 mil anuais. É uma das mais procuradas entre as doze Aldeias Históricas de Portugal. Mas o edil de Figueira de Castelo Rodrigo, António Edmundo, acredita que aquele número é "menos de metade" do que aquele que deveria reflectir a realidade dos visitantes. "Nem toda a gente passa pelo posto de turismo", justifica.
Este grande afluxo de turistas beneficia, sobretudo, o comércio que se instalou na aldeia histórica: um restaurante, dois cafés, uma unidade de turismo rural com cinco quartos e que vai ser ampliada, e três lojas de produtos regionais, que vendem vinhos, queijos, mel, compotas, enchidos e artesanato diverso. A vila de Figueira de Castelo Rodrigo acaba por beneficiar também dos turistas que a aldeia histórica atrai.
Em termos de investimentos público, a Câmara Municipal tem prosseguido o trabalho de recuperação de fachadas. As casas com um novo visual já ultrapassam a centena, nas contas de António Edmundo. Para as chamadas eiras de Castelo Rodrigo está a ser projectada a construção de um parque de campismo.
O autarca está convencido que o número de turistas vai aumentar este verão, nomeadamente, entre quem leu "A Viagem do Elefante", último livro de José Saramago. É que o local surge com grande destaque na obra, sendo mesmo palco do encontro - esteve quase para ser uma batalha - entre tropas portuguesas e austríacas encarregadas de escoltar o elefante Salomão até Valladolid, em Espanha.
Castelo Rodrigo é a sede da Associação das Aldeias Históricas de Portugal, que para além daquela inclui ainda: Almeida, Belmonte, Castelo Novo, Castelo Mendo, Idanha-a-Velha, Linhares da Beira, Marialva, Monsanto, Piódão, Sortelha e Trancoso. Todas juntas registaram, em 2008, 355 mil visitantes, sendo que destes 25% eram estrangeiros. Um aumento significativo, já que, em 2005, o número oficial era de 234 mil turistas.
in Jornal de Notícias

terça-feira, 13 de Outubro de 2009

Restaurante do Pestana Convento do Carmo bisa título de “melhor português” em Salvador

O restaurante Conventual, do Pestana Convento do Carmo, unidade das Pousadas de Portugal em Salvador da Bahia, foi eleito pela revista“Veja”, pelo segundo ano consecutivo, como “o melhor português” da capital baiana. Os seus mais directos concorrentes foram o Mundo do Bacalhau , o Casa Lisboa e o Armazém Santa Maria Adega & Bar .

Na apresentação do Conventual, a revista “Veja” escreve que o chefAlexandre Vicki “lida com um desafio enfrentado por poucos”, uma vez que o “seu principal concorrente” é o próprio hotel.
“A casa está instalada no interior de um antigo convento carmelita, erguido em 1586 e luxuosamente restaurado pelo grupo hoteleiro Pousadas de Portugal”, escreve a revista, acrescentando que “os detalhes da decoração, montada com base em pesquisas sobre os costumes da época, são tão impressionantes e surpreendentes que Vicki precisa de se desdobrar para conseguir chamar a atenção dos frequentadores para as sugestões do cardápio”.

A “Veja” comenta que Alexandre Vicki “tem logrado sucesso no desafio, tanto que pela segunda vez consecutiva é eleito o melhor da categoria”.Para este êxito, a revista destaca que o chef, natural de Curitiba, “lança mão de misturas interessantes entre a gastronomia lusitana e as especialidades baianas”.

terça-feira, 6 de Outubro de 2009

Bares do Bairro Alto podem abrir até mais tarde

Às sextas, sábados e vésperas de feriados os bares do Bairro Alto podem ficar abertos até às 03:00 da manhã.

Lusa
10:39 Sábado, 1 de Ago de 2009
Os bares do Bairro Alto em Lisboa poderão abrir ao meio-dia e alargar o funcionamento até às 03:00 da manhã de sextas-feiras, sábados e vésperas de feriados, acordaram autoridades locais e comerciantes.
Numa reunião entre autarcas, comerciantes e forças policiais, realizada sexta-feira, foi ainda decidido aumentar os efectivos policiais e disponibilizar um número directo de contacto com as forças de segurança em patrulha no bairro para população e comerciantes.
De acordo com um comunicado da Câmara Municipal de Lisboa (CML), no encontro ficou decidida a possibilidade de "antecipação da hora de abertura dos bares localizados no Bairro Alto para as 12:00 e possibilitar o alargamento, às sextas, sábados e vésperas de feriado, dos horários dos bares do Bairro Alto para as três da manhã".
Foi ainda acordado que as juntas de freguesia deverão emitir pareceres sobre pedidos de alargamento dos horários de funcionamento "no prazo de 10 dias após solicitação".
O espaço público do Bairro Alto terá ainda, em breve, mais 15 esplanadas, "sem prejuízo para os lugares de estacionamento existentes", e será publicado um Guia de Boas Práticas Comerciais, dirigido aos comerciantes.
No encontro estiveram o Presidente da Câmara Municipal, as Presidentes das Juntas de Freguesia da Encarnação e de Santa Catarina, representantes da Associação de Comerciantes do Bairro Alto, o Comandante da Primeira Divisão da PSP de Lisboa e o Comandante da Polícia Municipal.
Estas medidas serão reavaliadas pelas autoridades em Maio de 2010."


in Expresso,
http://aeiou.expresso.pt/bares-do-bairro-alto-podem-abrir-ate-mais-tarde=f528853


Comentário:
O Bairro Alto é uma das principais zonas de lazer nocturno e uma referência turística da cidade de Lisboa. Esta alteração dos horários surge após a alteração feita, há menos de um ano, aos horários existentes até então, que eram semelhantes a estes. Essa alteração que impunha a abertura dos bares às 17h e fecho dos mesmos às 2h veio assim provar-se desajustada, dando razão aos comerciantes que a contestaram na altura. O Bairro Alto é uma zona importante no que diz respeito ao turismo, ao lazer e à economia local, daí que a imposição de horários mais restritos influencie negativamente a afluência de turistas e frequentadores da zona.
Também importa referir o aumento da força policial na zona, que reflecte a importância da segurança quando se fala em lazer nocturno.
O aumento do número de esplanadas, além de providenciar uma maior qualidade e bem-estar de todos aqueles que se deslocam ao Bairro Alto, é uma medida bastante relevante, na minha opinião, se tivermos em conta a proibição de fumar em espaços fechados.




A Nazaré vai receber a última etapa do Campeonato Nacional de Surf Open 2009


Denominada de MARESIA NAZARÉ SURF PRO powered by TMN, esta prova cotada com Grau 6 Prime irá realizar-se de 5 a 7 de Dezembro na praia da Vila da Nazaré que oferecer melhores condições.

Praia do Sul, Praia da Vila e Praia do Norte, todas elas conhecidas pela força das suas ondas, estarão a postos para receber, pela primeira vez e da melhor forma possível, os melhores surfistas nacionais num campeonato que se espera inovador em termos de performances dos atletas.

Para o Presidente da Câmara Municipal da Nazaré, Jorge Barroso "a aposta no surf constitui uma nova visibilidade para o concelho, quer em termos desportivos, quer em termos económicos". De acordo com o autarca, a realização deste tipo de eventos, em simultâneo com a construção do Centro de Alto Rendimento de Surf na Praia do Norte, corresponde "ao reconhecimento por parte das entidades oficiais do investimento que a Câmara Municipal da Nazaré tem feito na valorização dos desportos de ondas."

"O concelho da Nazaré tem ondas de excelência e, por isso, deve ter atletas de excelência", considera Jorge Barroso. "Pelas circunstâncias naturais, as nossas ondas são grandes desafios para os atletas destas modalidades, a nível nacional e internacional. Nessa perspectiva, estamos a trabalhar em parceria para que esta excelência tenha a devida projecção e internacionalização", conclui o edil.

O MARESIA NAZARÉ SURF PRO, powered by TMN será uma organização da Câmara Municipal da Nazaré, da Nazaré Qualifica EM, do Clube de Desportos Alternativos da Nazaré, da Associação Nacional de Surfistas (ANS), sob a égide da Federação Portuguesa de Surf. Os apoios da Dragon, SkullCandy, Onda Wetsuits Division e Ocean & Earth estão já confirmados. A produção estará a cargo da Four Lines Sports Concepts.


Comentário: A importância do Surf como produto turístico de grande relevância nacional e internacional, começa a ser compreendida por parte da Câmara Municipal da Nazaré.

Há, finalmente, a preocupação em projectar a Vila da Nazaré e as suas praias a um nível de excelência, nível este que há tanto merecia.

Espera-se, no entanto, que as entidades organizadoras do evento saibam dar a conhecer não só as características da Vila da Nazaré quanto ás suas "ondas de excelência", como também o seu património que tanto valor detém.

O MARESIA NAZARÉ SURF PRO será uma boa hipótese de estudo para o meu projecto.

Fonte: http://aeiou.surfportugal.pt/artigodetalhe.aspx?channelid=999EF7E8-CA4D-4208-AB19-F7961E3DEA0F&contentid=A968B0B9-088B-426A-AE4A-D4955D29398D&imprimir=1 em 06/09/09.

Foto: Dino Casimiro


Usados B.I. falsos para ir à discoteca

2009-06-12
HUGO SILVA
Cada vez tem sido mais frequente: menores de 16 anos estão a usar bilhetes de identidade falsos para entrar nas discotecas.
A situação tem vindo a agravar-se, contribuindo para o consumo de álcool entre os mais novos.
Já houve situações detectadas em acções realizadas pela PSP. Os empresários sublinham a necessidade de existirem mecanismos de controlo eficazes. O alerta é da Associação de Bares da Zona Histórica do Porto (ABZHP), que pretende ver o assunto debatido no fórum que vai organizar, este mês, sobre o consumo de álcool nos espaços de animação nocturna. Já foi endereçado um convite ao presidente do Instituto da Droga e da Toxicodependência, João Goulão. Também deverão estar presentes a PSP, a ASAE (Autoridade de Segurança Alimentar e Económica) e a Confederação Nacional das Associações de Pais. A data definitiva deverá ser acertada nos próximos dias.
António Fonseca, presidente da ABZHP, destaca a importância da discussão, numa altura em que se coloca a possibilidade de restringir a venda de bebidas alcoólicas a menores de 18 anos (actualmente, a proibição é até aos 16). O dirigente teme que a nova legislação agrave os problemas e que, mais uma vez, "a exemplo a da lei do tabaco, vão ser os empresários a ficar com o ónus da responsabilidade [da fiscalização]". Assim, entende que, pelo menos, é preciso criar mecanismos que possam facilitar o controlo dos bilhetes de identidade. António Fonseca recorda que os responsáveis dos espaços não podem exigir o B.I. para fazer uma verificação e defende que deve ser assegurada uma articulação com a PSP.
"O Estado tem pecado pelo facto de não fiscalizar devidamente a entrada a menores de 16 anos e por não penalizar os pais que, em vez de impedirem a ida às discotecas dos seus filhos menores, ainda os levam lá", sustenta António Fonseca, salvaguardando que os empresários também não podem facilitar o acesso de adolescentes com menos de 16 anos aos respectivos estabelecimentos. Insiste, também, que é urgente regulamentar o "reservado direito de admissão".
O presidente da ABZHP sublinha que deve haver uma acção pedagógica junto dos pais: "A educação tem de começar na família". António Fonseca admite, ainda, que o problema do controlo das idades revela-se mais complicado entre as raparigas. Torna-se mais difícil distinguir quem, de facto, tem idade para entrar.
Em declarações ao JN, o dirigente lembrou, contudo, que também há muitos menores a comprarem bebidas alcoólicas em supermercado e mercearias, sendo que depois até vão consumi-las para as zonas onde há bares. "Quem passa e vê, pensa logo que são os bares que vendem", alertou.

Fonte: http://jn.sapo.pt/paginainicial/interior.aspx?content_id=1260390


Comentario: Apesar da criminalidade violenta ser a mais comummente relatada pelos media , existem outros crimes menores que apesar de não terem tanto aparato , não deixam d ser preocupantes.
Exemplo disso é o extremo ao que os menores chegam para poder consumir álcool na noite - é importante referir que a idade mínima de consumo d álcool são os 16 anos, uma das mais baixas da Europa - através da falsificação de b.i.`s.
Tal como é referido no artigo este facto tem se tornado constante na noite portuense fazendo com que os próprios empresários de bares da zona histórica dediquem fóruns a este tema e queiram mudar a lei.

Gastronomia: "Chefs" de topo levam alta cozinha ao Algarve

09 de Janeiro de 2009, 17:22
Albufeira, Faro, 09 Jan (Lusa) - Dezanove "chefs", um dos quais português, levam ao Algarve nove noites de alta cozinha, no hotel e restaurante Vila Joya, Albufeira, a partir de sábado, na terceira edição de um festival que pretende impulsionar a gastronomia em Portugal.
Ao todo, os cozinheiros presentes representam 33 estrelas Michelin, atribuídas por um dos mais conceituados guias gastronómicos que distingue os melhores restaurantes, entre uma a três estrelas.
A direcção do Vila Joya, que organiza o festival gastronómico internacional, propõe este ano, de 10 a 18 de Janeiro, nove jantares confeccionados por alguns dos mais conceituados cozinheiros, a convite do "chef" do restaurante do hotel, Dieter Koschina, o único cozinheiro a trabalhar em Portugal com duas estrelas Michelin.
Pela primeira vez participa neste evento um "chef" português, Albano Lourenço, responsável por dois restaurantes na Quinta das Lágrimas, em Coimbra, e distinguido com uma estrela Michelin.
Albano Lourenço será o autor do primeiro jantar do festival, sábado à noite, propondo um menu com nove pratos, onde não faltarão produtos típicos portugueses como o vinho Moscatel, cogumelos de Monchique, leite-creme de Coimbra e peixes variados.
A primeira edição, realizada no início de 2007, foi "uma grande festa de família", para assinalar os 25 anos do Vila Joya e o décimo aniversário da morte, a 16 de Janeiro, da sua proprietária, Claudia Jung, explicou à Lusa a sua filha e responsável do hotel, a alemã Joy Jung.
"A minha mãe gostava muito de comer e convidámos os 'chefs' que ela conhecia. Veio muita gente de fora e foi um sucesso muito muito grande", descreveu a proprietária do Vila Joya.
A resposta inesperada do público levou a família Jung a repetir a experiência - sempre na semana de 16 de Janeiro -, e que pretende ser um "impulso" para a alta gastronomia portuguesa.
"Nos últimos cinco anos, a cozinha evoluiu em Portugal, foi um caminho duro para se começar a apreciar esta cozinha, mas é preciso crescer um pouco mais", considerou Joy Jung.
O festival é uma forma de "dar força à gastronomia portuguesa", destacando os "bons produtos", nomeadamente o vinho português, que vai predominar à mesa durante as nove noites.
Por outro lado, o evento pretende também combater os efeitos da sazonalidade no Algarve: ao contrário do Verão, em que o hotel "está lotado a 150 por cento", o início do ano é uma altura em que há menos turistas e o desemprego na região aumenta.
"É preciso dar um pouco de força a esta época", defendeu a proprietária do hotel.
O festival tem também fins de caridade: este ano decorrem, na primeira (sábado) e na última noite (dia 18), leilões de fins-de-semana ou tratamentos de beleza e spa no Vila Joya e na Herdade da Malhadinha, cujas verbas revertem a favor de uma instituição de solidariedade de Albufeira.
Depois da apresentação do português Albano Lourenço, o jantar de domingo fica a cargo de Thomas Neeser (uma estrela).
A noite de segunda-feira é, nas palavras de Joy Jung, "uma loucura": Dieter Koschina recebe na sua cozinha dez cozinheiros - Thomas Dorfer, Martin Klein, Eric Chavot, Norbert Niederkogler, Mario Lohninger, Nicolas Isnard, Peter Knogl, Peter Schachermayer, Jörg Wörther e Nigle Haworth -, que totalizam, entre si, 17 estrelas do Guia Michelin.
Jacob Jan Boerma toma conta da cozinha na noite de dia 13, seguindo-se Thomas Bühner (dia 14) e Marc Meneau (dia 15), todos com duas estrelas Michelin.
O jantar de sexta-feira, dia 16, fica a cargo do "chef" detentor de três estrelas Niels Henkel, enquanto sábado será a vez de Philippe Labbe (duas estrelas).
O encerramento do festival cabe a Juan Amador (três estrelas).
O preço das refeições, por pessoa, varia entre os 170 e os 280 euros.
Ainda antes de começar a terceira edição, Joy Jung já sabe o que quer para o evento do próximo ano: reunir nestes dias todos os "chefs" em Portugal que ostentam estrelas Michelin: Vila Joya (Albufeira), com duas estrelas; Casa Calçada (Amarante), Il Gallo d`Oro (Funchal), São Gabriel (Almancil), Henrique Leis (Almancil), Amadeus (Almancil), Willie's (Quarteira), Fortaleza do Guincho (Cascais), Arcadas da Capela (Quinta das Lágrimas, Coimbra) e Eleven (Lisboa), todos com uma estrela.
JH.
Lusa/fim
Comentário: A oferta turística portuguesa tem a gastronomia como um dos seus grandes componentes e, neste sentido, é fundamental conhecer a sua importância para o sector.
O presente artigo mostra como através da gastronomia se podem revitalizar as regiões, combatendo os efeitos da sazonalidade, pois movimentam um número considerável de visitantes que viajam motivados pela gastronomia.
Aliados à Gastronomia outros sectores também progridem. Pode ser uma alavanca para a economia, porque a gastronomia está relacionada com muitos sectores, como a agricultura, as pescas ou a pecuária.

Luísa Leston

Termas reabrem hoje após onze meses de inactividade

As termas de Monte Real, no concelho de Leiria, reabrem hoje após onze meses de inactividade devido à realização de obras, disse Paulo Fernandes, administrador do Grupo Lena, à Agência

"Fica, assim, completo o investimento no Parque Termal, depois do Palace Hotel e do 'spa'", afirmou Paulo Fernandes, admitindo que "a parte termal era para abrir mais cedo", situação que não se concretizou porque existem "procedimentos muito rigorosos e rígidos".

O responsável, que é o presidente do conselho de administração da Lena Hotéis e Turismo, holding que gere todas as participações sociais do Grupo Lena na área do Turismo, sublinhou que a preocupação foi a de cumprir "todos os procedimentos técnicos exigidos para assegurar em pleno a reabertura das termas".

A área dedicada ao termalismo clínico, aberta todo o ano, contempla 99 cabines e tem capacidade para realizar até 1.700 tratamentos ou acolher 600 clientes por dia.

São disponibilizados 21 tratamentos diferentes para problemas nos aparelhos digestivo, músculo-esquelético e respiratório, anunciou o Grupo Lena, acrescentando que existe ainda variedade de massagens, duches e banhos para afecções de carácter geral e estético, como excesso de peso, ansiedade e depressão.

As termas de Monte Real começaram a ser exploradas de forma profissional em 1926 por Olímpio Duarte Alves, em cuja família permaneceram até Março de 2005, data em que foram adquiridas pelo Grupo Lena.

O espaço integra o Parque Termal, inaugurado em Julho pelo secretário de Estado do Turismo, um investimento de 27 milhões de euros que incluiu a recuperação do hotel, agora de quatro estrelas - o segundo com esta classificação no concelho de Leiria - e com 101 quartos e uma área de bem-estar.

Dois campos de ténis, um parque infantil, um campo de mini-golfe e circuitos de manutenção são outros dos serviços disponíveis, envolvidos por um parque verde de 24 hectares com 3,2 quilómetros de percursos pedestres.

Paulo Fernandes esclareceu que "está tudo a correr muito bem e dentro das expectativas", realçando que são muitas as pessoas que visitam o espaço.

"As pessoas querem conhecer", disse, sustentando que o investimento agora concluído, gerador de 110 postos de trabalho, quer contrariar a sazonalidade atribuída ao termalismo.

"O projecto, com a qualidade e o conforto que possui, não tem época alta nem baixa", salientou aquele responsável.

Lusa

publicado a 2009-09-14




Comentário:

Apesar de a motivação dominante da oferta termal estar ainda muito centrada na saúde e no repouso verificamos que Monte Real apostou não só na modernização de infra-estruturas e equipamentos, no espaço termal ,para o cliente clássico mas também na captação de novos públicos através da oferta de novos produtos. Estes produtos integrados no chamado turismo de saúde e bem-estar serão seguramente uma mais valia permitindo criação de emprego, assim como uma solução para a diminuição da sazonalidade.


Coimbra: Consumo de álcool "moderado" entre a maioria dos estudantes universitários - estudo

Um estudo da Associação Saúde em Português, realizado durante a Queima das Fitas deste ano em Coimbra, conclui que “a maioria dos estudantes não consome [bebidas alcoólicas] ou bebe moderadamente”.Desenvolvido em parceria com a Comissão Central da Queima das Fitas, o estudo realizou-se durante os nove dias da maior festa estudantil do país, que se realizou entre 01 e 09 de Maio, envolvendo 1.108 estudantes, no âmbito do projecto “Não te queimes”, que envolveu 14 instituições.


In Diário as Beiras,
http://www.asbeiras.pt/?area=breaking&numero=72033&ed=19052009

Comentário: Este artigo vem comprovar o consumo de álcool no grandioso evento de lazer nocturno conhecido por todos, a Queima das Fitas. No entanto, a veracidade deste texto suscitou-me algumas dúvidas, já que os consumos durante a noite em Coimbra são demasiados entre os estudantes. Pretendo então, com a minha pesquisa sobre os hábitos de consumo na noite (um dos assuntos presentes no meu tema de projecto) verificar se o consumo de álcool é de facto moderado, ou exagerado.